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Gato Vadio | 21.10.13

Ao tempo o que é de um tempo

Disclaimer: Post lamechas. Tudo auto-links.

 

 

Faz 8 anos que este blog começou. Ou outro, que portas e travessas transformaram neste. O melhor do caminho, foi a descoberta desta coisa que é ter um blog e entornar nele os estados de alma que a amígdala vomita (eventualmente) às escondidas do córtex. Da liberdade à prisão. Das bocas às próprias palavras.

 

 

Mas agora, volvidos anos de uma experiência e processos de aprendizagem específicos, é tempo de deixar ao tempo o que é de um tempo.

 

 

Uma palavra de amizade aos muito poucos mas muito bons (mas nem só por isto) que me leram e ajudaram.

 

 

Fica ainda uma nota dos layouts que o blog teve ao longo dos anos: Há um gato no telhado nasceu assimtransformou-se e, a dada altura, virou template nos Blogs do SAPO :-) 

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Teresa Alves | 08.10.13

Não vá uma pessoa esquecer-se

Às vezes subimos a fasquia do investimento num trabalho porque gostar que corra bem tem destas coisas.

Depois ainda somos atropelados de configurações corruptas, internet a conta gotas e uma sinusite de estimação a miar.

Até ao momento em que pára tudo. Pára o relógio e fica um burburinho de árvores aos gritos, Não vá uma pessoa esquecer-se de viver...

E amanhã voltamos a subir a fasquia do investimento num projecto cheio de vontade de ser. E voltamos a apagar incêndios disruptivos. Voltamos aos atropelos tecnológicos e às mazelas de estimação.

Amanhã voltamos.

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Gato Vadio | 27.09.13

Outono

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A brisa da manhã refresca de energia e, com a mesma melancolia com que pinta o céu de branco e molha tudo, vai soltando as folhas das árvores para que cheguem nuas ao Inverno.


E eu, gato controverso que tanto passeia a descoberto na chuva miúda e fria como se enrosca quase a tocar o lume, só fico com pena dos dias cederem tanto espaço às noites.

 

Nunca temos tudo, porque tudo é o lado de dentro e o lado de fora, e quem fica no meio com a porta aberta, convencido de ter tudo, tem, afinal, nada.

 

Talvez por isso considere o encurtar dos dias o pagamento pela magia do Outono, embora já ache o negócio menos justo no Inverno que sempre exaspera em Fevereiro.

 

Mas esta manhã de ventinho fresco e chuva miudinha, parece apenas empenhada em refrescar e começar a despir as árvores. E sabe mesmo bem.

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Teresa Alves | 12.09.13

Porta fechada

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O treino de tradução de linguagem visual para linguagem verbal pode abreviar muito o processo de tradução. Aprendemos a verbalizar e a interpretar.

Mas teremos de viver com o que nunca chega a ser comunicado. Porque por mais que se treine, o pensamento visual é muito mais rápido.

E enquanto uns recebem treino para utilizar mais o pensamento visual, outros frustram por não conseguir palavras que em tempo útil vomitem um raciocínio inteiro.

Se nos tivermos habituado a verbalizar com razoável destreza, ficar sem palavra é como uma porta fechada.

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Gato Vadio | 28.08.13

Flores pela manhã

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Do pequeno mundo dos meus telhados nem por isso secretos, salto os muros do entendimento como quem cheira as flores de um canteiro.

 

Calcorreio os caminhos que se desenham na descoberta de lugares paradisíacos, estes sim, secretos, não obstante à distância de um sonho. Ao largo dos novos quintais, a gataria é afável como não sabia possível a essa raça nem sempre felina que são os outros.

 

Porque os outros sempre prontos para uma garfada.

 

Afinal o pequeno mundo dos telhados mesmo que secretos, engrandece com o entendimento ganho na coragem dos saltos, como quem acorda a cheirar a flores pela manhã.

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moradores

 

um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro