#portugal .hoje {
presidente: lower-case;
primeiro-ministro: pointer;
alemanha: top;
angola: right;
china: left;
portugal: bottom;
ditadura: no-repeat !important
}
#tristeza_minha .hoje {
quem-manda: 'Bookman Old Style', Lobster, serif;
quem-contramanda: Casual, 'American Typewriter', serif;
quem-desmanda: Eurostil, Capitals, 'Bank Gothic', serif;
quem-estuda: Consolas, 'Comic Sans MS', sans-serif;
quem-trabalha: Corbel, Rationale, sans-serif;
quem-emigra: Futura, Optima, sans-serif;
quem-envelhece: 'Book Antiqua', Impact, sans-serif
}
#crise .povo .hoje {
total: 100%;
sempre-safos: 5%;
com-conforto: 10%;
atrapalhados: 25%;
aflitos: 40%;
na-merda: 20%
}
#ir_mais_longe {
estudar-mais,
trabalhar-mais: 0;
estudar-melhor,
trabalhar-melhor: 100%;
entreajuda: underline
}
A experiência não foi agradável. Passava dos trinta graus numa Lisboa que de tão chuvosa e fria até há poucos dias, anda desabituada de sábados com este calor. O céu estava fechado de nuvens e era como andar sob uma estufa sufocante. A dada altura abriu e o sol directo era insuportável. Para não variar, o preço da água era ridículo.
Apenas a teimosia obrigava a percorrer pavilhões repetitivos e vazios de sentido contextual. Alfarrabista a vender a cinco euros numa ponta e livros antigos a um euro na outra foram alguns pontos de interesse. A porto editora (minúsculas propositadas) decidiu meter os livros em cestos-mesa de metal como os do lidle. Título bem, título de pernas para o ar, título bem, título de pernas para o ar... Não há pachorra. Mas é um entretenimento para as pessoas que querem fácil e barato. Parecia mesmo uma feira, embora não propriamente no bom sentido do termo.
Falho sempre em deixar-me surpreender pela constatação do caos maior onde era suposto encontrar honestidade e ergonomia. E eu já estava de bigodes caídos até ao chão quando cheguei à minha paragem preferida, o Instituto Piaget onde comprei isto :-)
No fim começou a ouvir-se o fado. O palco estava de costas para o Marquês e o fim de tarde convidou a um momento de descanso. Espreguicei-me. Estendi-me ao comprido. E foi então que topei este incrível céu.
Podia ter levado a máquina fotográfica que, não sendo melhor que o telemóvel quando há luz, é muito melhor quando a noite começa a cair. Mas dá para perceber a sensação de estar deitado na relva com este céu mesmo por cima.
Mais umas quantas no sítio do costume.
Muito tenho queimado as pestanas de volta do WordPress. Sem entender o todo, as soluções parciais vão ficando sem indexação que as devolva se novamente precisas. Mas teimosa como uma porta fechada, lá ando de volta do php para alterações ligeiras no html e aos poucos vou compreendendo o todo da coisa.
Tanta conversa para anunciar (upa upa) que o site já tem um layout decente e que agora só falta publicar alguns trabalhos de estimação antigos ;-)
Há uns anos quando me cruzei com o WordPress, achei que era demasiado complexo. Fiquei triste por não me achar capaz. Mas arregacei mangas e procurei outras abordagens. E hoje estou cheia de endorfinas com isto :-p
Post scriptum: Depois um ligeiro acerto fez que terminasse assim :-)
Post scriptum posterĭōris: Eram as minhas cores mas havia ali qualquer coisa que não batia certo. Mas assim já bateu. Até ver.
Havia pick-nick no Carmo a partir do meio dia mas arrastei-me preguiçosamente e fiz-me aos quintais já passava das duas da tarde.
Beijinhos e abraços, Há quanto tempo, Cá estamos, Bora lá. E desata a chover.
Chamam-lhe chuva-molha-parvos por ser miudinha e serem alguns parvos por acreditar ser coisa pouca. E parvos não faltavam.
Havia-os de preto com bandeiras;
havia-os de cor-de-rosa com tambores;
havia-os com bandeiras às riscas de todas as cores do arco-íris;
E gaitas de foles, tambores, altifalantes.
Bandeiras, cartazes e lonas.
Mascarados, brancos e pretos.
Novos e velhos.
E até amigos de quatro patas que os donos não deixaram em casa e foram todos aproveitar o passeio.
Cada grupo gritava as suas palavras de ordem. Sobre a maternidade alfredo da costa, a troika e o desemprego. O costume. Sentia-se um não-sei-quê de gasto. Mas subitamente ganhei o passeio: Uma cover de uma música de António Variações, com a letra adaptada à actualidade:
Quando o governo não tem juízo
E gasta muito mais do que é preciso
O povo é que paga
O povo é que paga!
Deixa-o pagar, deixa-o pagar
(tcharap-tap ta-ra, tcharap-tap ta-ra)
Se estás a gostar...
Cheguei ao Rossio encharcado até aos ossos e bigodes colados ao pêlo. Chovia sem tréguas havia mais de três horas e a chegada foi para a maioria a hora de desmobilizar. E eu também fui.
...e acendemos a luz que isto já é quase Verão :-)

Demora uns segundos a carregar e tem a música ligada, mas isso não invalida o impressionante exercício de escala. Scroll para zoom in e zoom out. Enjoy :-)
(clique na imagem para aceder)